segunda-feira, 14 de setembro de 2015

OS GRAUS DO SACRAMENTO DA ORDEM

Diante de certas confusões a respeito dos graus do Sacramento da Ordem, vejamos, o que diz a fé católica e apostólica sobre esse sacramento. Primeiramente, um dado importante: ele possui três graus! O Catecismo da Igreja Católica ensina assim: “O ministério eclesiástico de instituição divina é exercitado em diversas ordens por aqueles que desde a Antiguidade são chamados epíscopos, presbíteros e diáconos” (n. 1554).
O primeiro grau é o episcopado. A palavra epíscopo, em grego, quer dizer “supervisor”. Trata-se do grau mais importante, grau primordial, do qual procedem os outros dois: “Entre os vários ministérios que desde os primeiros tempos são exercitados na Igreja, segundo o testemunho da Tradição, ocupa o primeiro lugar o ofício daqueles que, contituídos no episcopado, pela sucessão que remota às origens, possuem a herança da raiz apostólica” (Catecismo, n. 1555). O Bispo, na sua Igreja particular, isto é, na sua diocese, é verdadeiro vigário (representante) de Cristo e sucessor dos apóstolos; ele tem a plenitude do sacramento da Ordem. Na Igreja ele exerce em plenitude neste mundo o pastoreio de Cristo como sacerdote (é ele o primeiro presidente da Eucaristia e dos demais sacramentos, ele é quem disciplina a prática sacramental de sua Igreja, ele é quem envia os presbíteros como seus colaboradores, ele é o primeiro responsável pela oração da Igreja), como profeta (é o Bispo o primeiro responsável pela pregação do Evangelho e pela conservação da integridade da fé católica e apostólica, é ele o primeiro evangelizador. Daí na igreja mãe da diocese estar a cadeira, a cátedra do Bispo, que indica que ele é mestre do Evangelho. Da cátedra vem o nome “catedral” – a Igreja na qual está a cadeira episcopal!), como rei, isto é como ministro do Cristo pastor (é o Bispo o guia principal da Igreja, a autoridade maior. Em nome de Cristo ele dirige e apascenta o rebanho e nada deve ser feito contra a sua vontade. Cabe a ele discernir e coordenar os diversos ministérios e as diversas atividades diocesanas). Por tudo isso, o episcopado é o primeiro grau da Ordem, a fonte de todos os outros graus!
O segundo grau é o Presbiterato. Em grego, presbítero significa “ancião”. Os presbíteros são conhecidos popularmente como “padres”, que significa “pai”. Eles são ordenados pelo Bispo para auxiliá-lo no pastoreio da Diocese. Participam das funções sacerdotal, profética e real do Bispo, sempre em comunhão com ele e na dependência dele e em comunhão com os outros presbíteros. Assim, a Igreja diocesana é pastorada pelo Bispo com seu presbitério. Nunca o Bispo sozinho; nunca os presbíteros sem o Bispo! Em geral os presbíteros exercem suas funções numa paróquia, mas podem trabalhar em outras atividades, de acordo com o parecer do Bispo.
O terceiro grau é o diaconato. Em grego, diácono significa “servidor”. Os diáconos são auxiliares do Bispo e, por determinação deste, auxiliam aos presbíteros. Neste terceiro grau há uma coisa importante: os diáconos não têm a função sacerdotal... por isso mesmo não podem presidir à Eucaristia, nem administrar a Confirmação ou a Penitência nem a Unção dos Enfermos. É um ministério mais voltado para o serviço da pregação e da caridade fraterna.
Então, enquanto no sacramento da Ordem há três graus, somente dois deles, o primeiro e o segundo, são sacerdotais!

                                                                  Mons. Marcos A. Ramalho Leite


OBS: essa foi sempre a minha posição, agora confirmada por estudo realizado nos documentos acima elencados e com a colaboração de Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Titular de Acúfica e Auxiliar de Aracaju, cujo texto reproduzi, em parte (cf. www.domhenrique.com.br- o sacramento da ordem).

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